quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Homem que observa a Lua - Nayara Araujo

 
 
 
Por quê  a necessidade de compreender o que se passa em outro coração?
Por quê nunca contentar-se com o que não é óbvio?
Por quê afastar-se do incompreendido e aproximar-se da beleza misteriosa?
Somente aceite a incógnita que existe dentro de mim...
Não force-me a revelar o lado deslumbrante e sombrio do meu ser.
Não afasta-te de mim.
Fora forte,
Fraca dentro.

Proteja-me, mas não encha-me de "por quê's",
Abraça-me sem olhar aos meus olhos.
Conforta-me sem saber o motivo das lágrimas que secam antes de tocarem ao chão.
Contenha meus soluços, mas não traga consigo um lenço,
Deixe-me só em minha confusão.
Mas nunca abandone-me, ou não saberei para onde ir.

Não encontrarei o caminho de volta,
Tão pouco o de ida.
Encontre-me no caos.
E deixe que eu volte quando necessário.
Porém, imploro a ti que jamais me siga.
Pois eu voltarei,
E precisarei da sua fraqueza.
A fraqueza de um homem que observa a lua.

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