sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Flagelo - Gabriel Sena


Pela janela vejo o que posso ver,
Pela janela sei do que quero saber,
Mas apenas atrás dela posso permanecer,
Pela prisão perpétua do meu ser.

Pelos meus atos fui condenado,
A viver só, angustiado,
Sendo eternamente torturado,
Por não poder viver ao seu lado.

A saudade vem, vai embora,
Sempre à postular por misericórdia,
E esse arquétipo de tortura, punição,
Se torna flagelo do meu coração.

Pelo conluio hipócrita fui julgado,
Vossa blasfêmia aceita, meus argumentos ignorados,
E atrás da janela tenho que permanecer,
Com um único prazer, pensar em você.

Autor : Gabriel Sena
Salvador - BA


Nenhum comentário:

Postar um comentário