Pela janela vejo o que posso ver,
Pela janela sei do que quero saber,
Mas apenas atrás dela posso permanecer,
Pela prisão perpétua do meu ser.
Pelos meus atos fui condenado,
A viver só, angustiado,
Sendo eternamente torturado,
Por não poder viver ao seu lado.
A saudade vem, vai embora,
Sempre à postular por misericórdia,
E esse arquétipo de tortura, punição,
Se torna flagelo do meu coração.
Pelo conluio hipócrita fui julgado,
Vossa blasfêmia aceita, meus argumentos ignorados,
E atrás da janela tenho que permanecer,
Com um único prazer, pensar em você.
Autor : Gabriel Sena
Salvador - BA

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